Café da Garagem

HORÁRIO DE ABERTURA:

 

TER A SEX das 17h00 às 00h00
SÁB E DOM das 15h00 às 00h00

Em Novembro de 2011, o Teatro da Garagem abriu o Café da Garagem. Este espaço está decorado com objectos teatrais e referências aos textos de Carlos J. Pessoa levados à cena pela Companhia. No Café o público pode tomar uma refeição ligeira, antes ou depois do espectáculo, beber um chá ou um copo de vinho enquanto desfruta de uma das mais belas vistas da cidade de Lisboa, ampliada pelos espelhos colocados pela designer Joana Astolfi. Neste espaço há concertos de Jazz, sessões de poesia e recitais, bem como conversas temáticas relacionadas com as actividades promovidas pelo Teatro.

 

O Teatro da Garagem convidou Joana Astolfi para renovar o espaço da Cafetaria do Teatro Taborda. Joana aceitou o desafio e, a propósito desta criação, diz:

 

“O Café da Garagem… Era um espaço frio, sem identidade. Uma caixa vazia. Um aquário sem água. O desafio era ressuscitar este espaço. Dar-lhe nova vida. Torná-lo confortável como uma casa. Ligá-lo ao teatro. O Café da Garagem tinha que ser uma experiência. Tinha que contar uma história. Apesar da sua nudez, este espaço tinha uma grande virtude: uma janela aberta para as costas da cidade, da Graça à Nossa Senhora do Monte, da Mouraria ao Martim Moniz. Esta vista foi o meu ponto de partida. Para celebrar a janela aplicámos um espelho ao longo de todo o espaço que reflete e multiplica a vista, trazendo a paisagem para dentro do Café. Outra intervenção fulcral no espaço foi a criação de uma luz quente, ténue e de ambiente através da suspensão de 32 candeeiros construídos com bolas de vidro, todas diferentes, umas compradas em mercados, outras em lojas de segunda mão, outras encontradas em casa da minha avó. Os candeeiros foram suspensos em linha, por cima das mesas corridas. Estas bolas de luz refletem-se no espelho e, à noite, multiplicam-se pela cidade. Aplicámos cor, tons quentes e suaves, em paredes, rodapés e cadeiras de segunda mão. Cobrimos o chão frio com tapetes. Construímos mesas com portas recicladas e cavaletes. Transformámos o banco corrido que acompanha a janela numa superfície para apoiar candeeiros criados com garrafões de vidro, plantas, objetos teatrais e binóculos que nos aproximam da cidade. Criámos um bengaleiro com 3 cadeiras. Pendurámos uma gaiola com dois periquitos e chamámos-lhes ‘António’ e ‘Maria’. Colocámos um piano no Café para aquecer as noites com música ao vivo.

 

Convertemos cartolas, camisas e funis em candeeiros. Transformámos uma raquete num espelho. Apresentamos as contas dentro de sapatos com uma pedra por cima: a conta é ‘A Pedra no Sapato’. Criámos uma vitrina ‘Muita Merda’ que expõe objetos que os atores recebem nas estreias das peças. Intervimos numa pedra gigante na entrada do Teatro com miniaturas de alpinistas a fazer uma escalada. Criámos uma tela para a projeção de slides. Pendurámos uma gôndola na receção e pusemos, à entrada, uma televisão a válvulas a passar vídeo clips das peças da Garagem. Convidámos a Dona Maria Teresa para bordar, em ponto cruz, frases soltas selecionadas dos textos das peças. Emoldurámos uma série de objetos dentro de caixas e gavetas, com frases escritas tiradas das peças da Companhia. A relação entre os objetos e as frases homenageia o Teatro da Garagem.

 

O Café da Garagem, e todas as zonas de convívio do teatro Taborda, tornaram-se numa grande casa, quente, acolhedora e cheia de surpresas. Uma casa que conta a sua história ao pormenor através de objetos transformados, frases, cheiros, sabores e vistas. Uma casa habitada pelo teatro.”