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BLACK STARS [vídeoteatro]
100ª CRIAÇÃO DO TEATRO DA GARAGEM

Texto e Direção Artística Carlos J. Pessoa
21 JANEIRO 2021 
RTP PALCO
[ONLINE – rtp.pt/palco]

 


BLACK STARS
começou por ser uma peça de teatro estreada em Milão, no âmbito de um festival internacional, que mereceu da parte do júri uma menção honrosa*. Esse acolhimento determinou uma maior atenção ao objecto BLACK STARS. O que começou por ser uma resposta apressada a um convite feito ao Teatro da Garagem tornou-se um objecto de estudo, de aprofundamento e reflexão.

BLACK STARS, grosso modo, trata de estrelas negras, de actrizes e actores em busca de um reconhecimento, de um estrelato, de um futuro que, sabem, não ser risonho. Todavia essa perspectiva negra, de que o progresso representa uma caminhada inexorável para o desastre, não os desencoraja de se exercitarem num jogo teatral, que lhes devolva dignidade, alguma lucidez, e a convicção, porventura patética, de terem sido verdadeiros, os seus esforços e as suas vidas.

O convite da RTP Palco proporcionou ao Teatro da Garagem a oportunidade de filmar este objecto peculiar na sua garagem de origem; um espaço semi-arruinado com mais de 30 anos de histórias, ensaios, pesquisas, ilusões, desilusões e mistérios. O encontro destes dois objectos a peça de teatro BLACK STARS e o berço do Teatro da Garagem criou uma oportunidade única, um estado de graça e iniciação.

Em três noites de actividade febril foram gravados cerca de 100 planos, irónicos, trágicos, cómicos, crus. Os mesmos foram fundidos num objecto, que é teatro filmado que respira e fala por si. Como se diz na gíria teatral: por vezes, o que começa por ser feito “com a mão esquerda” é acabado pela “mão direita”.  É um canhoto que escreve isto, pensando nos caminhos tortuosos da arte, e no privilégio que foi viver aquelas três noites mágicas com os meus colegas de aventura. Oxalá, vos encante!

Carlos J. Pessoa


*Menção Honrosa do Premio Internazionale il Teatro Nudo di Teresa Pomodoro (2018, Milano, Itália), com o Alto Patrocínio do Presidente da República de Itália, organizado pelo Teatro No’hma, presidido por Lívia Pomodoro, jurista, ex-Presidente do Tribunal de Milão e atual Presidente da Accademia di Belle Arti di Brera, atribuído por um júri composto por: Eugénio Barba, Peter Stein, Lev Dodin, Tadashi Suzuki, Lluís Pasqual, Stathis Livatinos, Ludovic Lagarde, Ruth Heynen, Enzo Moscato e Oskaras Korsunovas.

 

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Texto e Direção Artística Carlos J. Pessoa
Interpretação Ana Palma, Pedro Miguel Jorge e Rita Monteiro
Música, Sonoplastia e Edição de Vídeo Daniel Cervantes
Cenografia e Figurinos Sérgio Loureiro
Apoio Técnico Gonçalo Morais
Direção de Produção Raquel Matos
Produção e Comunicação Joana Rodrigues

Parceiros RTP Palco
Financiamento Direção-Geral das Artes, Governo de Portugal | Ministério da Cultura
Apoios Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC, Junta de Freguesia de Santa Maria Maior

TEATRO (IN)COMPLETO – VOLUME I
TEXTOS DE Carlos J. Pessoa

LANÇAMENTO DO LIVRO [adiado]
Nova data em breve
15 JANEIRO 2020
[sEX 18h00
]
Teatro TABORDA

 


TEATRO (IN)COMPLETO – Volume I
, é o início do projecto editorial de publicação de todas as peças de teatro escritas por Carlos J. Pessoa para o Teatro da Garagem.

Ao longo de mais de 30 anos de criação ininterrupta, o Teatro da Garagem continua a levar à cena os textos escritos pelo autor, numa parceria singular entre escrita e encenação. O percurso ímpar do Teatro da Garagem é indissociável da escrita de Carlos J. Pessoa. Assim, a publicação de todas as peças de teatro levadas a cena, constitui um momento relevante na documentação e memória de uma prática pioneira, no contexto teatral português.

Este primeiro volume conta com Pequeno Areal Junto à Falésia, Com Cravos Parece-me! (1990), O Dia Do Quarteto (1991), Vesúvio (1991), A Cidade de Fausto (1992) e D. João (1993).

 

(…) há nestas peças de teatro, uma grande liberdade, uma auto-suficiência balançada por auto-crítica, uma autoria que se desautoriza, como se só assim fosse razoável o exercício de escrita/encenação.

Carlos J. Pessoa


FICHA TÉCNICA
Textos Carlos J. Pessoa
Coordenação, Revisão e Produção Teatro da Garagem
Edição Companhia das Ilhas (coleção azulcobalto | teatro)
Direção de Edição Rui Pina Coelho e Carlos Alberto Machado
Assistência Editorial Sara Santos

Financiamento Direção-Geral das Artes, Governo de Portugal | Ministério da Cultura
Apoios Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC, Junta de Freguesia de Santa Maria Maior

Entrada Livre

Mais informações:
218 854 190 | 924 213 570
producao@teatrodagaragem.com

Teatro Taborda Costa do Castelo 75, 1100-178 Lisboa

ACOLHIMENTO TEATRO DA GARAGEM
ROMEU E ROMEU
LAMA Teatro
26 a 29 novembro 2020
[qui e sex 19h00, sáb e DOM 11H00]
Teatro Taborda

 

O que é que matou o amor?

Esta é a primeira pergunta do espectáculo. Uma pergunta que se veste de conferência. Uma conferência que não o é, porque o amor é muito mais que palavras como resposta.

Partindo de uma ideia de amor de Shakespeare na sua obra primordial, ‘Romeu e Julieta’, ROMEU E ROMEU é um lugar de provocação, de provocações sobre a inevitabilidade.

Parece uma palavra fatal, assim como o destino de Julieta e Romeu, mas, se esta fatalidade não existisse, provavelmente estaríamos a falar de outros dois nomes, porque é inevitável um destino destes para que ele seja recordado.

Ou não?

Espectáculo criado para todos os públicos, com a colaboração de todos os públicos, num processo pós-confinamento, claramente tocado pelo novo conceito de baile de máscaras.

 

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Criação e Interpretação João de Brito e Nuno Preto
Texto Nuno Preto com João de Brito
Aconselhamento Artístico António Durães, Leonor Keil, Pedro Gil e Valter Lobo
Criação de Conteúdos Vídeo e Fotografia de Cena João Catarino
Direção Técnica e Desenho de Luz Carlos Arroja
Música Nuno Preto
Construção de Cenografia Tó Quintas
Operação Técnica Fábio Ventura
Produção LAMA Teatro
Coprodução Cine-Teatro Louletano, Teatro das Figuras e Teatro de Vila Real
Apoio Município de Faro, Algarve Informativo e RUA – Rádio Universitária do Algarve

Acolhimento Teatro da Garagem
Financiamento Direção-Geral das Artes, Governo de Portugal | Ministério da Cultura
Apoios Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC, Junta de Freguesia de Santa Maria Maior

M/6 | duração 50 min

Bilhete Único de 8,00€. Compre aqui.

Mais informações:
218 854 190 | 924 213 570
producao@teatrodagaragem.com

Teatro Taborda Costa do Castelo 75, 1100-178 Lisboa

ACOLHIMENTO TEATRO DA GARAGEM
O PEQUENO EYOLF
texto Henrik Ibsen
Encenação Martim Mesquita Guimarães
18 a 21 novembro 2020
[qua a sex 19h00, sáb 11H00]
Teatro Taborda

 

Numa calma manhã de Primavera, Rita arruma a mala do seu recém-chegado marido, Alfred. A casa senhorial de Rita Allmers é um espaço de conforto, de luxo e de encontros inesperados. Nesta casa, acostumada a receber visitas de todo o género, nunca se está só e as visitas sucedem-se: umas trazem risos, outras lágrimas. Entre passeios, encontros sociais e disputas íntimas, uma tragédia acaba por se abater sobre esta casa.

Esta adaptação d’O PEQUENO EYOLF, projeto de Mestrado em Teatro de Martim Mesquita Guimarães, é um drama psicológico. Uma coreografia das didascálias de Ibsen norteia a relação entre personagens e espaço e testa os limites temporais da obra. Ao acompanhar a família Allmers, o espectador sujeita-se a testar a lei da transformação.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Texto Henrik Ibsen
Encenação e Direção Artística Martim Mesquita Guimarães
Interpretação Carla Madeira, Cláudia Flores, David Oliveira, Eduardo Aguilar, Pedro Jesus e Sofia Figueiredo
Fotografia David Oliveira
Apoios Escola Superior de Teatro e Cinema, Teatro da Garagem e The Navigator Company
Agradecimentos Miguel Cruz

Acolhimento Teatro da Garagem
Financiamento Direção-Geral das Artes, Governo de Portugal | Ministério da Cultura
Apoios Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC, Junta de Freguesia de Santa Maria Maior

M/12 | duração 90 min

Bilhete Único de 8,00€. Compre aqui.

Mais informações:
218 854 190 | 924 213 570
producao@teatrodagaragem.com

Teatro Taborda Costa do Castelo 75, 1100-178 Lisboa

ACOLHIMENTO TEATRO DA GARAGEM

FILHAS DO TÉDIO
EXPOSIÇÃO DE PINTURA DE THOMAS mENDONÇA
18 NOVEMBRO 2020 A 17 JANEIRO 2021
[TER A DOM, 13H00-21H00]
Teatro Taborda
inauguração 18 novembro 2020
[qua, 18h00- 21h00]

 

Com a pandemia, Thomas Mendonça deixou de conseguir cumprir as suas rotinas de trabalho – ora pelo estado vegetativo, de pânico, alerta, contingência, ora pelo estado de calamidade ou emergência. Por “morrer” de vazio, começou então a pintar. Preservou-se e aproveitou, recatado, para pintar retratos a acrílico sobre todas as embalagens de gelados, pizzas e cereais que a quarentena lhe providenciou.

Com o começo desta pandemia, tudo mudou bastante. Deixei – como todos nós – de conseguir perpetuar as minhas rotinas de trabalho. Tal como a minha paciência, um dia o barro e o papel também acabaram e seguiram-se longos meses sem cerâmica e sem desenho.

No momento em que escrevo, a metade superior do meu corpo encontra-se vestida e penteada pois aguarda por uma videoconferência. A metade inferior encontra-se naturalmente relaxada e de pijama pois este será, sem dúvida, mais um domingo desde que ambas as metades se encontram –  ora pouco, ora muito – confinadas, seja em estado vegetativo, de pânico, alerta, contingência, calamidade ou emergência.

Ao domingo, tomo o pequeno almoço com calma. Se acordar tarde, tomo o pequeno almoço ao almoço, almoço ao lanche, lancho quando quero e janto na cama. Passaram meses, voltou a chover, as portas voltaram a inchar, eu inchei também – e, coincidência ou não – o meu telemóvel deixou de reconhecer a minha impressão digital. Então voltei a implementar a “hora de atividade física”. Como o nome indica, essa hora que poderá tomar lugar a qualquer uma das horas do domingo (e que acontece domingo sim, domingo não), consiste em passar sessenta minutos alternando dança livre em frente ao espelho com a tentativa claramente falhada de acompanhar um tutorial “2 in 1 – ABS AND BOOTY – No Equipment Home Workout” ou semelhante.

Nas restantes vinte e três horas que o domingo de confinamento tem, eu morri de vazio, então comecei a pintar. Preservei-me e aproveitei, recatado, pintei retratos a acrílico sobre todas as embalagens de gelados, pizzas e cereais que a quarentena me providenciou. Cá estão todas, as filhas que este tédio lançou ao mundo.

A Imprudência, a Dúvida, a Preocupação, a Exaustão e a Dormência.
A Maior Seca!
A Alienação, a Alucinação, e a Demência.
A Raiva e a Precipitação.
A Revolta.
A Força e a Militância por quem não volta.
A Meditação, a Mania.
A Consideração, a Empatia, a Amizade e a Ternura.

Thomas Mendonça

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Exposição de Pintura Thomas Mendonça

Acolhimento Teatro da Garagem
Financiamento Direção-Geral das Artes, Governo de Portugal | Ministério da Cultura
Apoios Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC, Junta de Freguesia de Santa Maria Maior

Entrada Livre

Mais informações:
218 854 190 | 924 213 570
producao@teatrodagaragem.com

Teatro Taborda Costa do Castelo 75, 1100-178 Lisboa

BLACK STARS
100ª CRIAÇÃO DO TEATRO DA GARAGEM

TEXTO E Encenação Carlos J. Pessoa
13 NOVEMBRO 2020
[sEX 20h30]
Teatro MUNICIPAL DE BRAGANÇA

 

 

BLACK STARS é um espetáculo com três personagens, duas mulheres e um homem, duas atrizes e um ator, à procura do seu lugar ao sol, quando é a noite que ditou os seus destinos. Cada um tem as suas histórias, as suas expectativas, cada um tem os seus sonhos, os seus desafios que, muitas vezes, são contraditórios entre si, provocando situações patéticas e cómicas. Gostam de imaginar estrelas negras, Black-Stars, porque são estrelas diferentes, porque, eles próprios sabem, ou acreditam nisso, que não poderão ser como as estrelas, as stars de um tempo que definitivamente acabou. Terão futuro? Merecem ter um futuro bom? Claro que sim. Quando as três personagens/ator e atrizes olham para esse céu misterioso, quando se olham entre si, parecem partilhar, para lá de ansiedade, uma alegria de viver. Todos parecem sorrir.

BLACK STARS é um espectáculo que procura dar resposta cénica a um sentimento de dissolução e estremecimento que atravessa o tempo actual. Dissolução de sensatez dando lugar a uma loucura destemperada. Abalo continuado de instituições, arquétipos, conceitos, valores, que terão moldado uma paz curta, na comparação com as infindáveis guerras que marcaram a história do Ocidente. Portanto, até aqui, nada de muito grave.

O Ocidente resiste na sua dissolução? O Ocidente é esperança no seu descalabro? O Ocidente, e os seus valores fraternos, democráticos, libertários, igualitários, assinalando as contradições e perplexidade da condição humana? Haverá ainda, um fio da navalha por onde “se puede caminar” (lembrando Paco de Lucia, o músico de Algeciras, filho da portuguesa Lúcia, dedilhando flamenco/jazz numa guitarra). As doenças psico-sociais que afectam o Ocidente são, ainda assim, o lenitivo que pode ajudar cada um a cair em si, a reconstruir-se, nota a nota, compasso a compasso; dedilhando o segundo acto, o terceiro, o quarto, e por aí a fora, “lo que quieras hacer de la vida”.

Com BLACK STARS, o Teatro da Garagem recebeu um reconhecimento internacional relevante*, mas, mais importante que o reconhecimento, é essa teimosia que nos move em palco: sim, “E viveram felizes para sempre”, sim, “vai tudo correr bem!”, sim, “não tenhas medo de ter medo, nem venhas tarde, que espero por ti!”, sim, “tu sabes, tu sabes, tu tens todas as respostas dentro de ti!”, sim. Sim todos esses fracos consolos que, ainda assim, por vezes, são precisos como pão para a alma.

BLACK STARS contrapõe a ironia à histeria da indignação, “oh, que escândalo!”. BLACK STARS faz valer “um certo estilo português”, que é semente aérea, dente de leão levado pelo vento, sabe-se lá para onde.

BLACK STARS não pretende sarar feridas: há que mantê-las abertas, à flor da pele da lembrança, e suturá-las, suturá-las, para que a memória não morra, para lembrar o horror, o silêncio do horror, e calá-lo.

Todos, mas mesmo todos, merecem viver dignamente, nem que as estrelas fiquem negras. E que esconde o negro? Luto, mistério, caminhada para o outro lado, desafio para uma pretensa revelação de um mundo novo? Caramba, de novidades está o mundo cheio, até tresanda! Não, nada disso. Se calhar a estrela está no coração de cada um com os pés bem assentes na terra.

É difícil ser pessoa, é difícil viver e é bom que o seja para que não nos enganemos com mistificações, para que não vivamos com pesos a mais nas costas. Mas, é claro, quem quiser acreditar, acredite no que entender. Afinal toda a gente tem esse direito, toda a gente se queixa e todos têm as suas razões.

Ainda assim, ou por isso mesmo, prefiro não ter razão. Prefiro dizer, se houver algo a dizer, escutando. Dizer, escutando, o negrume fértil das estrelas.

*Menção Honrosa do Premio Internazionale il Teatro Nudo di Teresa Pomodoro, 2018, Milano, Itália, com o Alto Patrocínio do Presidente da República de Itália, organizado pelo Teatro No’hma, presidido por Lívia Pomodoro, jurista, ex-Presidente do Tribunal de Milão e atual Presidente da Accademia di Belle Arti di Brera, atribuído por um júri composto por: Eugénio Barba, Peter Stein, Lev Dodin, Tadashi Suzuki, Lluís Pasqual, Stathis Livatinos, Ludovic Lagarde, Ruth Heynen, Enzo Moscato e Oskaras Korsunovas.

Carlos J. Pessoa

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Texto, Encenação e Conceção Artística Carlos J. Pessoa
Interpretação Ana Palma, Pedro Miguel Jorge e Rita Monteiro
Música e Composição Sonora Daniel Cervantes
Cenografia e Figurinos Sérgio Loureiro
Desenho de Luz Nuno Samora
Operação de Luz Gonçalo Morais
Direção de Produção Raquel Matos
Produção e Comunicação Joana Rodrigues
Registo Fotográfico Marisa Cardoso

Financiamento Direção-Geral das Artes, Governo de Portugal | Ministério da Cultura
Apoios Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC, Junta de Freguesia de Santa Maria Maior

M/14 | duração aproximada 120 min

Mais informações:
218 854 190 | 924 213 570
producao@teatrodagaragem.com

TEATRO NEGATIVO
103ª CRIAÇÃO DO TEATRO DA GARAGEM

TEXTOS ALBERTO VELHO NOGUEIRA
DIREÇÃO ARTÍSTICA E Encenação Carlos J. Pessoa
[cancelado]
7 NOVEMBRO 2020 
[sáb 21h30]
Teatro Taborda

 

O Teatro da Garagem tem o privilégio de apresentar uma performance a partir da obra Teatro Negativo de Alberto Velho Nogueira (AVN). AVN é um autor extraordinário por escrever de uma maneira singular: desde os anos 70 radicado na Bélgica, AVN escreve em português, mas é um autor de geografia aberta. Um escritor free jazz, de fraseologia requintada, multipolar, adstringente, avesso a convenções, indomável e de uma energia criativa impar. AVN é um homem raro. Um autor quântico que, ao mesmo tempo, é capaz de discorrer em sentidos opostos et pour cause, afável e pedagógico.  Dar forma cénica aos textos de AVN é um desafio impossível porque o autor se posiciona no domínio da impossibilidade. Isto significa que as regras do jogo cénico devem permitir a respiração desse desiderato de absoluto, desse império libertário e libertino, que perpassa pela génese gorgolejante, e cacofónica, da escrita. O texto é um corpo em formação e em deformação; é construído e desconstruído; escaqueirado, com alegria. Dá-se a ler adentro e afora de si; em correias de transmissão dispares, inquietas; um inverosímil urgente. TEATRO NEGATIVO promove sentidos, nexos, e sabota-os de seguida. TEATRO NEGATIVO dá-se a ver e, imediatamente, quando não antes (!), esconde-se, rebela-se, rebola, ou expande-se, desmesuradamente. TEATRO NEGATIVO é a negação do teatro sem que, com isso, não deixe de ser teatro; de alimentar a fornalha íntima do teatro na sua negação necessária. Sendo desconcerto, TEATRO NEGATIVO é conserto e concerto, (i)Lda.

O ponto de fuga do espectáculo é o próprio AVN, também músico. O autor com a bateria, em cena, ao vivo, dá a pulsação da perfomance, acompanhado pelo clarinetista-baixo Paulo Galão. Duas bicicletas invertidas, dois infinitos centrífugos, cujas rodas disparam sons e luz, constituem o cenário. As etapas sucedem-se: as improvisações, as imagens e a cadência das palavras. Quase um sortilégio a que não escapam rupturas vocais que sinalizam o mapeamento do intrincado verbal. As actrizes, Ana Palma, Rita Monteiro e Anette Naiman (do Teatro Garagem, São Paulo, Brasil), dizem os segmentos de TEATRO NEGATIVO, alguns, do milhar e tantos que constituem a obra, como telégrafos amáveis; uma cadência continua preenchida de pequenos sobressaltos, respirações, que sustêm múltiplos sentidos; a decifrar, a consentir, ou não. O conflito do TEATRO NEGATIVO está nessas suspensões, na derivação duradoura entre tangentes, perspectivas, glossários e materiais avulsos, de sedimentação antiga.

A desmesura de TEATRO NEGATIVO convém a esta época; é uma decifração sem propósito evidente; um descaminho que abre portas, e fecha outras, numa mecânica desafiadora da ditadura sanitária, estética e ideológica, instalada. O teatro não cessa de se expandir para lá dos efeitos conhecidos e consagrados. TEATRO NEGATIVO, como um mergulho em apneia, trilha a escuridão.

Carlos J. Pessoa

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Texto Alberto Velho Nogueira
Direção Artística e Encenação Carlos J. Pessoa
Interpretação Ana Palma, Anette Naiman e Rita Monteiro
Música Alberto Velho NogueiraDaniel Cervantes e Paulo Galão
Sonoplastia  Daniel Cervantes
Cenografia e Figurinos Sérgio Loureiro
Operação de Luz Gonçalo Morais
Direção de Produção Raquel Matos
Produção e Comunicação Joana Rodrigues

Financiamento Direção-Geral das Artes, Governo de Portugal | Ministério da Cultura
Apoios Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC, Junta de Freguesia de Santa Maria Maior

M/14 | duração aproximada 30 min

Bilhete Único de 8,00€. Compre aqui.

Mais informações:
218 854 190 | 924 213 570
producao@teatrodagaragem.com

Teatro Taborda Costa do Castelo 75, 1100-178 Lisboa

TRY BETTER, FAIL BETTER’20 – fest eDITION
[ciclo novos criadores]

16 A 18 OUTUBRO 2020
[SEX A DOM, A PARTIR DAS 16H30]
Teatro Taborda

O TRY BETTER, FAIL BETTER [Ciclo Novos Criadores] é um incentivo a novos criadores, que encontram no espaço do Teatro Taborda uma casa para apresentar os seus trabalhos, a um público mais vasto. O mote é justamente o da criação por tentativa e erro, um encontro entre sensibilidades e procedimentos artísticos que estão em pleno processo de formação e/ou afirmação.

Para o ciclo TRY BETTER, FAIL BETTER’20 – FEST EDITION, o Teatro da Garagem convidou criadores das artes performativas a submeterem os seus projetos inéditos numa open call e foram selecionados os seguintes espetáculos:

tudo o que maria está a fazer é esperar por um acidente acontecer [DANÇA]
eVELIN bANDEIRA E rAFAEL fERREIRA
16 A 18 OUTUBRO 2020
[SEX 18h00, SÁB 22H30, DOM 19H30]
Sala preta – Teatro Taborda

Maria é a soma de todas as mulheres que conhecemos, e através do corpo, conta-nos a sua história, e a de tantas outras Marias, enquanto os acidentes quotidianos a atravessam. De maneira sensível, discorre sobre a morte e sobre seu encontro com algo maior que si.

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Criação Evelin Bandeira e Rafael Ferreira Coreografia e Interpretação Evelin Bandeira Dramaturgia, Encenação e Luz Rafael Ferreira Banda Sonora e Interpretação Musical João Figueira Cenário e Figurinos Raiza Penteado Assistência de Direção e Contrarregra Paula SauerBronn Design Lucas Rossi Fotografia João Piecho e Fernanda Gondim Produção Amanda Roque 

M/16 | duração 50 min

MANIFESTO OF THE NEW CLUBBING [DANÇA]
C’EST LA CATA(STROPHE)
16 A 18 OUTUBRO 2020
[SEX 19h30, SÁB 23H00, DOM 22H30]
SALA AMARELA – Teatro Taborda

Da mesma forma que a noite é para alguns, o sítio que construímos para nós próprios é um sítio onde podemos ser selvagens, violentos, envoltos num amor tal que nos torna capazes de devorar o outro. Um sítio na penumbra que nos permite ver o mundo à nossa volta de forma mais clara e aceitá-lo, porque tanto somos livres para viver na nossa própria pele como somos de experimentar qualquer outra.
O que há de errado connosco não posso responder, mas o que há de errado contigo é algo que proponho questionar.

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Direção Artística Catarina Teixeira Composição Sonora FOQUE Composição Visual Pablo Koury Apoio ao desenvolvimento do conceito Amit Scharf Performers Gregor Piskernik, Julie Stamm, Marlen Pluger, Maxime Renaud, Nitzan Shafran, Rebbeca Lang, Willa Faulkner, Evie Cousins, Leon Stille, Misuki Kori and Paulina Bedkowska

M/14 | duração 55 min

o escritor [performance]
carla madeira
16 A 18 OUTUBRO 2020
[SEX 19h30/21h00/22h00, SÁB 19h30/21h00/22h00, DOM 19h30/21h00/22h00]
SALA laranja – Teatro Taborda

Um pequeno espaço, desgastado e perdido no tempo.
Um homem adormecido, rodeado de papéis manuscritos e alguns outros objetos pessoais.
Um a um, o público é convidado a entrar e a permanecer no espaço durante 40 minutos podendo, se o desejar, interagir com o indivíduo.
No tempo que lhe é permitido ficar ali, a sós com aquele homem, como irá o espectador/participante reagir? Tentará comunicar com ele de alguma forma ou ficará em mera contemplação? Que memórias e sensações o acossarão durante a sua permanência com aquele estranho?

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Conceção e Cenário Carla Madeira
Performer José Riço Direitinho

M/16 | duração 30 min

BALL [TEATRO]
TEATROÀFACA
16 A 18 OUTUBRO 2020
[SEX 21H30/23h00, SÁB 18h00/22h00, DOM 21h00/22h00]
SALA BRANCA – Teatro Taborda

Está farto de sair de casa para ir sempre à mesma discoteca? Sente-se saturado de viver repetidamente uma rotina com a qual já não se identifica? Quantas vezes ficou em casa desencorajado, a atravessar mais uma noite de solidão? Não se preocupe mais! BALL é a nova App do momento! BALL oferece-lhe uma gama de experiências que lhe devolverão a vitalidade necessária para superar a monotonia dos seus dias.  solução, a um clique de distância. Experimente já!

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Criação Afonso Molinar Interpretação Íris Runa, Leonor Carneiro e Rebeca Duarte Cenografia Rita Capelo Figurinos Inês Peres Desenho de Luz Gonçalo Morais Produção Diana Especial e Diana Estrela
Uma produção teatroàfaca | UPSIDE DOWN – Associação Cultural Apoio Teatro da Garagem, MxM Art Centre e teatronacional21

M/14 | duração 35 min

off tb,fb’20

OFF TB, FB’20 diz respeito à programação especial do ciclo TRY BETTER, FAIL BETTER’20 – FEST EDITON, em que o Teatro da Garagem acolhe estruturas de criação, com um percurso criativo e artístico reconhecido. Nesta edição, o festival conta com a presença internacional do Teatro Garagem (Brasil).

a árvore seca [TEATRO]
TEATRO garagem (br)
16 e 18 OUTUBRO 2020
[SEX 21h00, dom 23h00]
SALA preta – Teatro Taborda

Numa odisseia épica, a atriz Ester Laccava narra, na primeira pessoa, a história emocionante de uma mulher que transcende a sua infertilidade e encontra, à força, a felicidade nos pequenos momentos da sua vida no sertão. O texto poético baseado na literatura de cordel reveza-se com depoimentos autobiográficos da atriz.

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Texto Alexandre Sansão Interpretação Ester Laccava Cenografia e Figurinos Antônio Vanfill Luz Marcelo Montenegro e Vinícius Andrade Música Ester Laccava e Leandro Goddinho Direção Leandro Goddinho e Antônio Vanfill Vídeo Leandro Goddinho Produção Lacava Produções Coprodução SESC Fotografia João Caldas Apoio Teatro Garagem (BR)

M/12 | duração 50 min

apenas um saxofone [TEATRO]
TEATRO garagem (br)
16 A 18 OUTUBRO 2020
[SEX 22h30, SÁB 21h30, dom 18h00]
SALA preta – Teatro Taborda

Uma mulher entre a lucidez e o delírio, fechada numa sala preenchida de riquezas e memórias. Perdida, embriagada, Louisiana procura por um pouco de lucidez que a permita sair do mar bravo no qual se encontra flutuando. Baseada no conto “Apenas um saxofone”, de Lygia Fagundes Telles, o espetáculo de Anette Naiman, dirigido por Ester Laccava, traz uma leitura profunda de uma mulher que busca compreender-se no amor e na maturidade.

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Texto Lygia Fagundes Telles Direção Ester Laccava Interpretação Anette Naiman Conceção Cénica Ester Laccava Luz Tono Guimarães Pesquisa Sonora Daniel Rozenbaum, Eduardo Knapp, Ester Laccava e Tono Guimarães Produção Tono Guimarães Fotografia João Caldas

M/14 | duração 50 min

ossada [TEATRO]
TEATRO garagem (br)
17 OUTUBRO 2020
[SÁB 19h30]
SALA preta – Teatro Taborda

OSSADA é um monólogo escrito por Ester Laccava, João Wady Cury e Elzemann Neves, a partir de textos das escritoras Maureen Lipman e Wislawa Szymborska.

Laccava encena cinco histórias sobre mulheres que desafiam a opressão do quotidiano, enquanto lutam, exaustas, com suas angústias e incertezas. As situações variam entre o drama de um pai em coma, a iminência de uma entrevista para a televisão, o casamento de um filho, abusos familiares e a dificuldade de acender um cigarro.

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
A partir dos textos de Maureen Lipman, Wislawa Szymborska e Laurie Anderson Tradução Gabriella Araújo Criação, Encenação e Interpretação Ester Laccava Cocriação Mirella Brandi e Aline Santini Assistência de Encenação João Wady Cury e Elzemann Neves Dramaturgia Elzemann Neves, Ester Laccava e João Wady Cury Desenho de Luz e Imagem Mirella Brandi e Aline Santini Música Muep Etmo Áudios Marccelo Amalfi Figurinos e Colaboração Artística Chris Aizner Design Gráfico Carla Vanusa Colaboração e Consultoria do Projeto Clayton Guimarães  Direção de Produção Emerson Mostacco Produção Lacava Produções Coprodução SESC Fotografia João Caldas Apoio Teatro Garagem (BR)

M/14 | duração 50 min

Acolhimentos Teatro da Garagem
Apoios Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC, Junta de Freguesia de Santa Maria Maior
Financiamento Direção-Geral das Artes, Governo de Portugal | Ministério da Cultura

Bilhete Único de 4,50€ por espetáculo. Compre aqui.

Mais informações:
218 854 190 | 924 213 570
producao@teatrodagaragem.com

Teatro Taborda Costa do Castelo 75, 1100-178 Lisboa

oficina de teatro
SERVIÇO EDUCATIVO TG

Formação para séniores
ANO LETIVO 2020/2021
out 2020 a jul 2021
[10h00]
Saber Maior – Universidade Sénior
JUNTA DE FREGUESIA de Santa Maria Maior

A Oficina de Teatro da Saber Maior, Universidade Sénior da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, tem como objetivo central promover a cidadania e proatividade sénior. Por um lado, responde à necessidade de valorizar o legado individual como parte da construção da memória coletiva. Por outro, pretende combater o isolamento e a exclusão social da população sénior, promovendo o acesso físico e intelectual às diversas formas de expressão artística que o teatro convoca, aproveitando a experiência artística e pedagógica do Teatro da Garagem, ao serviço da comunidade e da coesão social. Através da experimentação de metodologias transversais e inclusivas, tenta-se responder aos desafios do futuro, utilizando as práticas criativas e artísticas como ferramenta de aprendizagem acessível a todos.

Sessões dirigidas por Ana Palma e Rita Monteiro  

OFICINA CONSTRUTORES DE HISTÓRIAS
SERVIÇO EDUCATIVO TG

13 a 16 outubro 2020
ESCOLA DO CASTELO
[10h30]

 

 

A oficina Construtores de Histórias propõe aos participantes a construção de uma cena teatro, a partir de três palavras escolhidas, à sorte, por grupos de trabalho previamente organizados. Cada palavra tem um objetivo preciso: uma palavra define o local onde se desenvolverá a ação; outra palavra define a situação na qual se encontram os atores; a última palavra determina o final da cena. O que verdadeiramente acontece em cena, e que liga as três palavras mote, é criado pelos diferentes grupos. Cada grupo/equipa pode também utilizar um objeto, escolhido de um baú, que se adeque à cena. As histórias construídas são apresentadas a todos os participantes. Os professores são convidados a integrar os grupos de trabalho e a participar ativamente na construção das histórias e na sua passagem à cena.

Participação Gratuita – reserva obrigatória
Público-Alvo: 1º Ciclo do Ensino Básico

Mais informações:
producao@teatrodagaragem.com
218 854 190 | 924 213 570
www.teatrodagaragem.com