Orientação de Ana Palma
16, 17 e 18 de Julho | Teatro Municipal de Bragança
Um projecto baseado na obra de Miguel Torga, envolvendo a comunidade de Bragança.
Co-produção Teatro Municipal de Bragança e Teatro da Garagem
ACOLHIMENTO
Notações para Aristófanes e Kleist
Espectáculo dos finalistas da Licenciatura em Teatro da Escola Superior de Teatro e Cinema
16 a 19 de Julho | 21h30
SINOPSE
Notações para Aristófanes e Kleist é o título de um dos exercícios finais do 3º ano do Curso de Teatro da Escola Superior de Teatro e Cinema. O contexto de realização deste objecto teatral é o de uma Oficina de Criação, com a participação de todos os ramos do Curso de Teatro: Actores, Design de Cena, Dramaturgia, Produção.
Em Notações para Aristófanes e Kleist, toma-se como matéria primeira da cena os textos de Aristófanes e de Kleist, As Aves e Pentesileia, respectivamente, e considera-se o conceito de ‘notação’ uma metodologia de escrita cénica, onde a apropriação do texto literário é pensada como um elemento básico e primeiro da percepção do drama. Notação implica também o rigor de uma cifra cénica e a ritualização implícita da sua execução que, dada a diferença de género das duas peças, uma comédia e um drama lutuoso, terão necessariamente uma expressão diversa e uma composição «orquestral» igualmente distinta.
DIRECÇÃO Maria Duarte
PROFESSORES RESPONSÁVEIS José Espada (DESIGN DE CENA), David Antunes (DRAMATURGIA) e Conceição Mendes (PRODUÇÃO)
PROFESSORES DE APOIO Maria Repas (VOZ) e Luca Aprea (CORPO)
ALUNOS ACTORES Ana Gil, Joana Campelo, Carmen Titos, Fabíola Lebre, Joana Metrass, João Vicente, José Lobo, Miguel Silveira, Rita Seguro, Sara Vaz e Vera Silva
ALUNOS DESIGN DE CENA Ângela Rocha, Francisco Garcia e Rocio Eiras
ALUNOS DRAMATURGIA Carlos Contreras Elvira
ALUNOS PRODUÇÃO Ana Paula Pereira, Carolina Viana e João Figueiredo Dias
GABINETE DE PRODUÇÃO ESTC Pedro Azevedo, Conceição Alves Costa e Rute Reis
MESTRA DE GUARDA-ROUPA ESTC Olga Amorim
Apresentações dos Clubes de Teatro
Um Sorriso muda um espaço
Espectáculo final do Clube de Teatro Jovem
Orientação: Joana Jorge
3 de Julho | 21H30
Sempre que eu falo em teatro, sinto que será muito difícil tirá-lo da minha vida.
O ano passado, exploramos principalmente a improvisação e o à vontade no palco. Este ano foi completamente diferente, aprendemos a integrar uma personagem.
Começamos pelo clown. A ideia foi, que cada um de nós escolhesse uma fotografia de um palhaço e que o tornássemos numa personagem.
Escolhemos um andar, uma forma de olhar, uma voz, uma vida e perguntámo-nos: De onde é que eu venho? Como é que vim parar aqui? Qual é a minha história? – E assim criámos a nossa personagem. Exploramos essa personagem enquanto real e não tanto como boneco. Cada personagem revelou-se então um “eu” diferente, um real diferente. Para além desse “estudo” do “eu”, aprendemos a estar em palco enquanto grupo. Enquanto um só. Para além de estarmos atentos a nós, temos de estar atentos e principalmente sentir o que se passa em cena, ao nosso lado. Só assim é que o teatro se torna possível. Não somos nenhuns actores, longe disso, temos uma breve ideia do que é representar e estamos todos contentes com isso.
Rita Negrão
Ao longo destes longos meses o tempo foi escasso mas o aproveitamento foi máximo! Durante duas pequenas grandes horas semanais, a nossa vida muda, transforma-se e desdobra-se em mil e uma facetas inimagináveis. As mutações ocorrem a um ritmo alucinante e estonteante que nos deixa perplexamente extasiados perante a magia do teatro. A luz, o som, o brilho, a magia e a cor inundam a nossa mente de alegrias sorridentes e banham o nosso coração de fantasias latentes.
Desenvolvemos trabalhos cujo intuito era promover e perpetuar este gosto crescente que estes jovens têm pela magia do teatro. O teatro foi sempre uma segunda vida, uma segunda casa e um verdadeiro mundo alternativo que nos persegue invariavelmente nas situações mais corriqueiras que possamos imaginar. Não será um bom actor, também um óptimo orador, discursador ou trabalhador? A nossa voz e o nosso corpo foram cabalmente estimulados pelo sortilégio do teatro que nos mantém fascinados neste mundo hipnótico de encantamentos. E tudo durante duas pequenas grandes horas ao sábado à tarde.
Em vez de estarmos imensas horas a apanhar banhos de Sol no Estio, o que propicia o surgimento de cancro da pele, queimaduras solares e o envelhecimento premente da pele, preferimos teatralizar o enfadonho mundo que nos circunda e pulula por entre as margens ténues do abismo da morte. E por falar em morte, não será este termo demasiado definitivo? O falecimento, o fenecimento, o óbito são singelos eufemismos que ocultam a demência e o pânico avassalador que é subjacente a este termo indizível.
É deste tema que nos choca, revolta, amotina e subleva que trata a nossa apresentação final. Afinal, todos os projectos, por mais ambiciosos que sejam, são efémeros e deveras fugazes o que evidencia a finitude da vida e a temporalidade constante que nos assombra a cada momento.
Ricardo Pinheiro
Os Segredos da Lua
Espectáculo final do Clube de Teatro Júnior (A) Orientação: David Cabecinha
4 de Julho | 17H
"E se fosse Cair da Lua?"
"Não... Ninguém cai da lua..."
"Sim, mas não eras tu que tinhas medo de cair da lua?"
"Sim, mas isso não está lá..."
"Então e Cair na Lua?"
"Não, porque eles não caem na lua, eles vão de foguetão."
"Sim, segredos da lua porque o Patrick não consegue respirar e há um E.T. e também há o Papa e vamos procurar água..."
"E é mais misterioso! É como se fossemos os primeiros a chegar à lua."
"... E no final a Catarina acorda do sonho?"
"Porque é que tem de ser um sonho?"
Uma Casa Arrepiante
Espectáculo final do Clube de Teatro Júnior B
Orientação: Miguel Mendes
4 de Julho | 17H30
O Clube de Teatro Júnior B irá apresentar o espectáculo Uma Casa Arrepiante, uma criação colectiva feita pelos cerca de dez alunos deste clube, todos entre os sete e os doze anos de idade.
O facto de pertencerem ao grupo Júnior B significa que quase todos eles frequentam o nosso Clube de Teatro há mais de um ano e portanto, este não será o primeiro espectáculo em que participam, o que lhes garante a experiência e autonomia necessária para a condução de um processo criativo deste tipo. A segurança demonstrada pelos membros deste grupo foi, aliás, o que permitiu ao orientador não se sentir tentado a evitar um território movediço como o do imaginário da literatura e do cinema de terror.
Uma Casa Arrepiante é o resultado de uma série de ideias que os alunos trouxeram e que foram sendo encaixadas de modo a criar um espectáculo que provavelmente não irá assustar ou aterrorizar. É mais provável que só arrepie um pouco, divirta e, com este actores e actrizes, inevitavelmente, surpreenda e enterneça.