CICLO TRY BETTER. FAIL BETTER ’09

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1. da beleza ou o sistema nervosa dos peixes

de Alexandre Calado
15 a 25 Jan. I Quinta a Domingo I 21h30
M/12

A 20 de Janeiro, o jovem poeta Jakob R. M. Lenz foi encontrar o pastor Oberlin na montanha. Assim começa a novela Lenz de Georg Büchner, baseada num diário real; é um percurso. O monólogo percorre os dezoito dias da estadia do amigo de Goethe que ficou meio louco, junto à fronteira. Cruzaram-se no caminho mulheres e crianças, homens e visões, cenas de teatro, outras cartas; os ensaios. A montagem articula materiais desenvolvidos com um diretor de Lisboa e outro de São Paulo. Intensidades, coisas para pensar e paisagens.
50 minutos. Não recomendado a menores de 14.

2. EXQUISIT FRAME

de Cátia Leitão
PRODUÇÃO I Companhia de Dança Instável
22 a 25 Jan. 21h30
M/16

“Exquisite Frame”  surgiu  no contexto académico, em resposta à unidade curricular Projecto – opção Criação, no 3º ano da Licenciatura de Dança na Escola Superior de Dança.
O couching foi realizado por João Fiadeiro e Marta Silva, orientadores externos seleccionados por mim.
A companhia Instável incumbiu-se da Produção.
Os intérpretes que fazem parte deste projecto foram convidados pela cumplicidade artística em comum ao grupo e respectivas qualidades enquanto seres pensantes e opinativos ao processo.
“Exquisit Frame” propõe um acto de construção no interior de uma linguagem performativa, que no seu próprio campo que é o da acção do mundo, se desconstrói.
Através de citações que ditam as acções seguintes vai-se instalando uma estrutura com base na sua própria desconstrução, evoluindo do concreto para o abstracto e vice-versa.
As citações proferidas foram o resultado de uma pesquisa de identidades que, por qualquer motivo, já pensaram e escreveram sobre os diversos conceitos que iam surgindo ao longo da peça.
Quanto ao processo este foi imediatamente definido por uma estrutura e no interior desta acontece a peça.

3. PROFUNDO MAR AZUL

ENCENA ÇÃO I Maria Camões
com Carla Carreiro Mendes e Gonçalo Ruivo
28 Jan. a 8 Fev. I Quarta a Domingo I 21h30
M/16

Num bar de Nova Iorque, algures no Bronx, dois jovens, Danny e Roberta, tentam isolar-se ainda mais do mundo, cumprindo os seus rituais diários de auto-punição através de existências vazias, solitárias e repletas de culpabilidade. O seu encontro tem tanto de fortuito como de niilista, utilizando a violência, física e verbal, como forma de comunicação para aquilo que parece ser uma tentativa disforme de se seduzirem mutuamente. No entanto, quando no segundo acto se encontram no quarto de Roberta, começa gradualmente a nascer-lhes a ideia de que também eles têm direito ao amor, à felicidade e aos pequenos prazeres de uma vida simples e normal. A este sonho do segundo acto, segue-se a realidade do dia seguinte no terceiro. Esta realidade não se resume a um sentido prático de impossibilidade, é antes um sentido ético, pessoas como eles não têm, nem nunca terão, direito ao que as outras pessoas, as pessoas “normais”, têm. Quer Danny, a quem os colegas de trabalham chamam «Animal», quer Roberta, que vive assombrada por um encontro sexual com o seu pai, necessitam de ser salvos, mas apenas se têm a eles próprios para o conseguirem, o que é muito pouco. É por isso que o surpreendente happy end final aparece quase como uma tragédia, se é verdade que nos é dada uma esperança, também é evidente que a redenção das duas personagens é mais provisória do que perene, quase como uma continuação atabalhoada do sonho que, algures no futuro, voltará a ter um encontro com a realidade.